Papel do TAS

O Técnico Auxiliar de Saúde (TAS) desempenha um papel fundamental neste processo, colaborando com a equipa de saúde para prestar cuidados humanizados e de qualidade. Além de assegurar o bem-estar físico, o TAS também contribui para o apoio emocional do utente e da família, respeitando sempre os seus valores e escolhas.
A sua presença e atenção nesta fase tornam-se essenciais para proporcionar um ambiente calmo e seguro ao utente, promovendo cuidados que respeitam a sua dignidade até ao final da vida.
Para compreender melhor a importância do papel do TAS nos cuidados a utentes em fim de vida, é essencial identificar as suas principais funções neste contexto.
Estes papéis permitem garantir cuidados de qualidade, respeitando sempre a dignidade, o conforto e as necessidades do utente e da sua família nesta fase sensível. A seguir, apresento os principais papéis desempenhados pelo TAS neste processo:
1-Assegurar conforto e dignidade
– Verificar se o utente está confortável (posição correta na cama, higiene, roupa limpa).
– Garantir privacidade durante cuidados (cobrir o corpo, fechar portas).
– Tratar o utente com respeito e educação.
2- Alívio de sintomas
– Alertar a equipa sobre queixas de dor ou desconforto.
– Ajudar em pequenas ações que aliviem sintomas (posicionar bem, hidratar lábios, ajudar a respirar melhor).
– Incentivar a toma correta de medicação prescrita (não medicar, mas supervisionar).
3- Apoio emocional
– Escutar o utente sem julgar.
– Permitir que o utente fale sobre medos ou preocupações.
– Transmitir calma e segurança através do diálogo e presença.
4-Respeito pela dignidade e pela autonomia
– Respeitar as decisões do utente (ex.: preferências de horários, alimentação, visitas).
– Explicar os procedimentos antes de realizar cuidados.
– Permitir ao utente fazer o que consegue sozinho, incentivando a independência.
5-Apoio à família
– Informar a família sobre os cuidados básicos do utente, se for apropriado.
– Escutar as preocupações da família.
– Orientar sobre como podem ajudar no cuidado ou no conforto emocional do utente.
6-Colaboração com a equipa multidisciplinar
– Comunicar à equipa alterações no estado do utente (sintomas, humor, comportamento).
– Trabalhar em conjunto com enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos para garantir o bem-estar do utente.
– Seguir orientações da equipa para manter o plano de cuidados.
