Interação positiva
A forma mais correta de interagir com este tipo de situações é tentar ser compreensivo (ouvir a pessoa e entender a sua angustia e os seus medos), ter empatia (colocar-se no lugar do utente e perceber o que ele sente), para que o mesmo não se sinta um incomodo para aqueles que o rodeiam.
Interagir com um utente em fase terminal, por vezes pode tornar-se complicado, pois é difícil esconder o olhar de "pena", por isso, neste tipo de situações, é importante educar os familiares e amigos para que não enfrentem a situação de forma errada.
Todo o ser humano possui um valor e uma dignidade intrínseca, que não se perde pelo facto de ter uma doença terminal e estar "próximo" da morte. Todos os cuidados prestados ao utente, nesta fase, devem conduzir a uma morte digna, socializada, reconhecida e aceite.
Prevenção e alívio do sofrimento através da identificação precoce, avaliação adequada e tratamento de diversos problema (físicos, psicológicos, sociais e espirituais) → cuidados paliativos.
Princípios da prática de cuidados paliativos:
• Encarar a morte como um processo natural;
• Doente vale por quem é e vale até ao fim;
• Sofrimento e medo são realidades humanas que podem ser apoiadas;
• No final de vida, surgem momentos de reconciliação e crescimento pessoal;
• Baseiam-se no acompanhamento, humanidade, compaixão, disponibilidade e rigor científico;
• Só são prestados quando o doente e a família aceitam;
• Respeitam o local onde o doente deseja estar em fim de vida;
Papel do TAS na Interação positiva
🔹 Estabelecer uma comunicação empática e respeitosa, utilizando uma linguagem simples, clara e adequada ao estado do doente, escutando com atenção as suas preocupações e necessidades.
🔹 Manter uma presença calma e reconfortante, mostrando disponibilidade para apoiar o doente e transmitir tranquilidade.
🔹 Respeitar os valores, crenças e escolhas do doente, garantindo que a sua dignidade seja preservada em todos os cuidados prestados.
🔹 Estimular a autonomia sempre que possível, permitindo que o doente participe nas decisões relacionadas com os seus cuidados, de acordo com as suas capacidades.
🔹 Promover o conforto físico e emocional, assegurando cuidados de higiene, posicionamento adequado e um ambiente calmo e seguro.
🔹 Facilitar o contacto com a família, respeitando os momentos de intimidade e apoiando os familiares durante este processo.
🔹 Colaborar com a equipa multidisciplinar, comunicando alterações no estado do doente e contribuindo para um ambiente de cuidados humanizados e individualizados.
