Interação positiva

09-07-2025

A forma mais correta de interagir com este tipo de situações é tentar ser compreensivo (ouvir a pessoa e entender a sua angustia e os seus medos), ter empatia (colocar-se no lugar do utente e perceber o que ele sente), para que o mesmo não se sinta um incomodo para aqueles que o rodeiam.

Interagir com um utente em fase terminal, por vezes pode tornar-se complicado, pois é difícil esconder o olhar de "pena", por isso, neste tipo de situações, é importante educar os familiares e amigos para que não enfrentem a situação de forma errada.

Todo o ser humano possui um valor e uma dignidade intrínseca, que não se perde pelo facto de ter uma doença terminal e estar "próximo" da morte. Todos os cuidados prestados ao utente, nesta fase, devem conduzir a uma morte digna, socializada, reconhecida e aceite.

Prevenção e alívio do sofrimento através da identificação precoce, avaliação adequada e tratamento de diversos problema (físicos, psicológicos, sociais e espirituais) → cuidados paliativos.

Princípios da prática de cuidados paliativos

• Encarar a morte como um processo natural; 

• Doente vale por quem é e vale até ao fim; 

• Sofrimento e medo são realidades humanas que podem ser apoiadas; 

• No final de vida, surgem momentos de reconciliação e crescimento pessoal; 

• Baseiam-se no acompanhamento, humanidade, compaixão, disponibilidade e rigor científico; 

• Só são prestados quando o doente e a família aceitam; 

• Respeitam o local onde o doente deseja estar em fim de vida;

Papel do TAS na Interação positiva 

🔹 Estabelecer uma comunicação empática e respeitosa, utilizando uma linguagem simples, clara e adequada ao estado do doente, escutando com atenção as suas preocupações e necessidades.

🔹 Manter uma presença calma e reconfortante, mostrando disponibilidade para apoiar o doente e transmitir tranquilidade.

🔹 Respeitar os valores, crenças e escolhas do doente, garantindo que a sua dignidade seja preservada em todos os cuidados prestados.

🔹 Estimular a autonomia sempre que possível, permitindo que o doente participe nas decisões relacionadas com os seus cuidados, de acordo com as suas capacidades.

🔹 Promover o conforto físico e emocional, assegurando cuidados de higiene, posicionamento adequado e um ambiente calmo e seguro.

🔹 Facilitar o contacto com a família, respeitando os momentos de intimidade e apoiando os familiares durante este processo.

🔹 Colaborar com a equipa multidisciplinar, comunicando alterações no estado do doente e contribuindo para um ambiente de cuidados humanizados e individualizados.


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